1 de fev de 2010

10 MITOS SOBRE PEDOFILIA



10 Mitos sobre a pedofilia entre os sacerdotes confrontando o que dizem com os fatos

Mito 1: É mais provável que sacerdotes católicos, em comparação com outros grupos de homens, sejam pedófilos.

Isto é realmente falso.

Não existe evidência alguma de que os sacerdotes estejam mais inclinados a abusar de crianças que outros grupos de homens.

O uso e abuso de crianças como objeto de satisfação sexual por parte dos adultos é epidêmico em todas as classes sociais, profissionais, religioso e grupos étnicos ao redor do mundo, segundo demonstram claramente as estatísticas sobre a pornografia, incesto e prostituição infantil.

A pedofilia (abuso de crianças e pré-adolescentes) entre os sacerdotes é extremamente raro, pois afeta somente 0,3 % de todo o Clero Católico.

Esta cifra citada no livro Pedophilia and Piresthood (Pedofilia e sacerdócio), escrito por um estudioso não católico chamado Philip Jenkins, está repleta de estudo específicos que existem hoje em dia sobre este tema.

Conclui-se que somente 1 (um) entre 2.252 sacerdotes que fizeram parte deste estudo num amplo período de mais de 30 anos, se foi visto afetado pela pedofilia.

E nos escândalos recentes de Boston, foram 4 entre os mais de 80 sacerdotes intitulados pelos meios de comunicação como "pedófilos" realmente culpados de abuso infantil.

A pedofilia é um tipo particular de desordem sexual compulsiva na qual uma adulto (homem ou mulher) abusa de crianças.

A grande maioria dos escândalos sexuais do clero que estão aparecendo não entram propriamente na categoria de pedofilia.

Mas bem se devem qualificar como efebofilia ou atração homossexual à adolescentes.

Ainda que o número total de sacerdotes que cometem abuso sexual é muito mais alto que os que são culpados de pedofilia, a cifra total fica ainda por baixo dos 2% que é semelhante a porcentagem que se dá entre os homens casados. (Jenkins, Pedophilia and Priests).

Com a ocasião aos ataques a Igreja, outros grupos religiosos e instituições não religiosas tem admitido ter problemas semelhantes tanto de pedofilia como de efebofilia entre as filas de seus cleros pessoais.

Não existem evidências de que a pedofilia seja mais comum entre o Clero Católico, que entre os ministros protestantes, os líderes judeus, os médicos ou os membros de qualquer outra instituição na qual os adultos ocupem posições de autoridade sobre as crianças.

Mito 2: O estado de celibatário dos sacerdotes conduzem a pratica da pedofilia

O Celibato não é causa de nenhuma prática sexual desviada, dentre as quais se inclui a pedofilia. De fato, em comparação com os sacerdotes, é tão provável que os homens casados abusem sexualmente de crianças. (Jenkins, Pedophilia and Priests).

Entre a população em geral, a maioria dos transgressores são homens reincidentes que abusam sexualmente de meninas.

Também existem mulheres que cometem este tipo de abusos sexuais.

Embora seja difícil obter estatísticas exatas sobre o abuso sexual de crianças, os traços característicos dos que repetidamente cometem abuso sexual com crianças tem sido bem descritos.

O perfil dos molestadores sexuais de crianças nunca incluiu adultos normais que se sentem atraídos eroticamente por crianças por resultado de abstinência. (Fred Berlin, Compulsive Sexual Behaviors, in Addiction and Compulsion Behaviors [Boston: NCBC, 1998]; Patrick J. Carnes, Sexual Compulsion: Challenge for Church Leaders, in Addiction and Compulsion; Dale O’Leary, Homossexuality and Abuse).

Mito 3: Se os sacerdotes se casassem, desaparecia a pedofilia e outras formas de conduta sexual desviada.

Algumas pessoas incluindo alguns dissidentes católicos andam a expressar suas desconformidades em público se aproveitando desta situação para promover seus próprios interesses.

Como resposta aos escândalos, alguns exigem que o clero seja casado como se o matrimônio fizesse com que "certos" homens deixassem de molestar sexualmente as crianças.

Esta afirmação é desmentida com as estatísticas mencionadas anteriormente sobre o fato de que, comparando os sacerdotes celibatários, é igualmente comum a tendência de que homens casados abusem de crianças. (Jenkins, Pedophilia and Priests).

Dado que não ser católicos e nem ser ser celibatário predispõe uma pessoa a cair em pedofilia, um clero casado não resolveria o problema (Doctors call for pedophilia research, The Hartford Currant, March 23).

Não é mais que olhar as crises em outras religiões, seitas ou profissões para ver este ponto com claridade.

O fato é que homens sãos não andam a cair na atração erótica a crianças por causa de sua abstinência.

Mito 4: O Celibato sacerdotal foi uma invenção medieval.

Mentira. Na Igreja Católica do Ocidente, o celibato se pratica universalmente a partir do Século IV, começando com a adoção que Santo Agostinho fez a disciplina monástica para todos os seus sacerdotes.

Além das muitas razões praticas para adotar esta disciplina, se supunha que era um bom meio para evitar o nepotismo e o estilo de vida celibatária permitia aos sacerdotes serem mais independentes e disponíveis.

Este ideal era também uma oportunidade para que os sacerdotes dessem também testemunho do mesmo estilo de vida que seus irmãos monges.

A Igreja não tem mudado as normas do celibato , porque com o passar dos séculos se tem dado conta do valor pratico e espiritual que possui (Paulo VI, Carta Encíclica sobre o Celibato Sacerdotal, 1967).

Cristo revelou o verdadeiro valor e significado do celibato.

Os sacerdotes católicos, desde São Paulo até o presente tem se imitado na total doação de si mesmos a Deus e aos demais vivendo em celibato.

Embora Cristo tenha elevado o matrimônio ao nível de sacramento que revela o amor e a vida da Santíssima Trindade, Ele foi também testemunha viva da vida futura.

Os Sacerdotes celibatários são para nós testemunhas vivas desta vida futura na qual a unidade e o gozo do matrimonio entre um homem e mulher são superpostos pela perfeita e amorosa comunhão com Deus.

O Celibato entendido e vivido adequadamente libera a pessoa para amar e servir como Cristo.

Nos últimos quarenta anos, o celibato tem sido um testemunho todavia mais poderoso do sacrifício amoroso de homens e mulheres que se oferecendo a si mesmos para servir em suas comunidades.

Mito 5: Mulheres sacerdotes ajudariam a solucionar o problema

Não existe em absoluta nenhuma conexão lógica entre o comportamento desviado de uma pequena minoria de sacerdotes varãos e a inclusão em suas camada clerical as mulheres.

Embora é verdade que segundo mostram a maioria das estatísticas sobre abuso de crianças é mais comum que os homens abusem delas, o fato é que também existem mulheres que molestam sexualmente crianças.

Em 1994, o National Opinion Research Center demonstrou que a segunda forma mais comum de abuso sexual de crianças era de mulheres que abusavam de meninos.





Além disso, é muito improvável que suas vitimas mais freqüentes, as crianças, reportem o abuso sexual, especialmente quando o agressor é uma mulher (O'Leary, Child Sexual Abuse).

Existem razões por quais a Igreja não pode ordenar sacerdotes mulheres (Como João Paulo II tem explicado em numerosas ocasiões).


Mas isso nos tiraria agora do tema abrangido.

O debate sobre a ordenação de mulheres não esta relacionado ao problema de pedofilia e nem com outras formas de abusos sexuais.

Mito 6: A homossexualidade não esta ligada com a pedofilia

Isso é simplesmente falso.

É três vezes mais provável que os homossexuais sejam pedófilos que homens heterossexuais.

Ainda que a pedofilia é um fenômeno extremo e raro, um terço dos homens homossexuais sentem atração por adolescentes (Jenkins, Pedophilia and Priests).

A sedução de adolescentes homens por parte de homossexuais é um fenômeno bem documentado.

Esta forma de comportamento desviado é o tipo mais comum de abuso ocorrido por sacerdotes e esta diretamente relacionado com o comportamento homossexual.

Como Michel Ross mostra em seu livro, Goodbye! Good Men (Adeus! Homens Bons) existe uma ativa sub-cultura homossexual dentro da Igreja.

Isso se deve a vários fatores.

A confusão que se tem dado na Igreja como resultado da revolução sexual dos anos 60, o tumulto posterior ao Concilio Vaticano II e uma maior aprovação da homossexualidade por parte da sociedade.

Tudo isso favoreceu a criação de um ambiente na qual os homossexuais homens ativos fossem admitidos e tolerados no sacerdócio.

A Igreja tem se apoiado também na psiquiatria para valorizar a idoneidade dos candidatos ao sacerdócio e para tratar aos sacerdotes que tenham problemas.

Em 1973, The American Psycological Association (Associação Psicológica Americana) deixou de considerar a homossexualidade como uma orientação objetivamente desordenada e a suprimiu de seu Manual Diagnóstico e Estatístico (Nicolosi, J., Reparative Therapy of Male Homossexuality, 1991, Diamond, E,. Et al. Homossexuality and Hope). Logicamente, o tratamento de comportamentos sexuais desviados se viu afetado por esta mudança de atitude.

Entretanto a atitude da Igreja por quem tem o problema de atração homossexual se tem caracterizado pela Compaixão, também tem sido firme e constante em sustentar o ponto de vista de que a homossexualidade é objetivamente desordenada e que o matrimônio entre um homem e uma mulher é o único contexto próprio para o exercício da atividade sexual.

Mito 7: A hierarquia Católica não tem feito nada para solucionar a pedofilia

Embora todos estamos de acordo que a hierarquia não tem feito o suficiente, esta afirmação é sem embargo, falsa.

Quando o Código de Direito Canônico foi revisado em 1983, se acrescentou uma passagem importante:

Cânon 1395, 2 "O clérigo que comete de outro modo um delito contra o sexto mandamento do Decálogo, quando este delito tiver sido cometido com violência, ameaças, publicamente ou com um menor que não tiver completo dezesseis anos de idade, deve ser castigado com penas justas, sem excluir a expulsão do estado clerical, quando o caso o requeira."

Mas certamente, não é o único que a Igreja tem feito.

Os bispos, começando com o Papa Paulo VI em 1967, publicaram uma advertência aos fiéis sobre as conseqüências negativas da revolução sexual.

A Enciclica Papal Sacerdotalis Coelibatus ( sobre o celibato sacerdotal ), tratou o tema do celibato sacerdotal no meio de um ambiente cultural que exigia maior " liberdade" sexual.

O Papa voltou a reafirmar o celibato ao mesmo tempo que apelava aos bispos para que assumissem responsabilidade pelos "Irmãos sacerdotes afligidos por dificuldades que põem em perigo o dom divino que foi recebido".


Aconselhava os bispos que buscassem ajuda para estes sacerdotes, ou, em casos graves, que pedissem a dispensa para os sacerdotes que não podiam ser ajudados.

Além disso, lhes pediu que fossem mais prudentes ao julgar sobre a aptidão dos candidatos ao sacerdócio.

Em 1975, a Igreja Publicou outro documento chamado Declaração sobre certas questões sobre ética sexual (escrito pelo cardeal Joseph Raztinger) que tratava explicitamente, entre outros assuntos, o problemas da homossexualidade entre os sacerdotes.

Tanto o documento de 1967 como o de 1975 tratam o tema dos desvios sexuais, incluindo a pedofilia e a efebofilia, que são especialmente freqüentes entre os homossexuais.

Em 1994, o Ad Hoc Committee on Sexual Abuse (Comitê sobre abuso Sexual da Conferência Episcopal Americana) publicou umas orientações dirigidas as 191 dioceses dos Estados Unidos para ajudar-lhes a criar uma linha de ação para tratar o problema de abuso sexual de menores. Quase todas suas dioceses redigiram suas próprias diretrizes (USCCB document: Guideliness for dealing with Child Abuse, 1993-1994).

Nestas datas, a pedofilia se reconhecia como uma desordem que não se podia ser curado e como um problema que se estava agravando devido ao aumento da pornografia.

Antes de 1994, os bispos seguiram as opiniões dos psiquiatras experientes que a pedofilia possa ser tratada com êxito.

Os sacerdotes convictos dos abuso sexual eram enviados a um estabelecimento especializado dos Estados Unidos.

Os bispos freqüentemente se baseavam nos parecer dos médicos para determinar se os sacerdotes estavam lícitos para voltar ao ministério.

Isto não suaviza a negligência por parte de alguns membros da hierarquia, mas pelo menos ajuda a entender melhor a questão.

Como respostas aos escândalos, algumas dioceses estão criando comissões especiais para afrontar os casos de abuso de menores e também estão criando grupos de defesas das vitimas e também reconhecendo oficialmente que se deve atender imediatamente qualquer acusação legitima.

Mito 8: o Ensino da Igreja sobre a moralidade sexual é o verdadeiro problema no caso de pedofilia.

O Ensino da Igreja sobre a Moralidade sexual se baseia na dignidade da pessoa humana e na bondade da sexualidade humana.

Este Ensinamento condena o abuso de crianças em todas suas formas, o mesmo que condena outros crimes sexuais repreensíveis como a violação, incesto, pornografia infantil e a prostituição infantil.

Em outras palavras, se estes ensinamentos fossem vividos não existiria o problema da pedofilia.

A crença de que este ensinamento conduz a pedofilia se baseia numa falsa concepção ou em uma deliberada falsa interpretação da moral sexual católica.

A Igreja reconhece que a atividade sexual sem o amor e o compromisso que se dá somente pelo matrimônio, diminui a dignidade da pessoa humana e ao fim das contas é destrutiva.

Em que se refere o celibato, séculos de experiência tem provado que homens e mulheres podem absterem-se da atividade sexual ao mesmo tempo que se realizam plenamente vivendo uma vida santa e cheia de sentido.

Mito 9: Os jornais católicos tem ignorado o problema da pedofilia.

Como todo o leitor de Crisis (site espanhol) sabe, esta afirmação é claramente falsa. Nosso artigo de capa de outubro de 2001 se intitulava como: The High Price of Priestly Pederasty,( O Alto preço da pederastia dos sacerdotes), uma exposição do escândalo que surgiria a superfície pelo resto da imprensa apenas 3 meses depois.

E nós não fomos os únicos que temos seguido o problema da pedofilia/pederastia.Charles Sennot, autor de Broken Covenant, Rod Dreher de la National Review, e co-fundador de CRISIS, Ralph McIncerny, Maggie Gallagher, Dale O’Leary, The Catholic Medical Association, Michael Novak, Peggy Noona, Bill Donohue, Dr. Richard Cross, Philip Lawler, Alan Keyes, and Msgr. George Kelly tem coberto este tema amplamente.

O fato de que o resto de meios de comunicação ter ignorado nosso trabalho, não significa que não o tivemos feito.

obs. o site é www.crisismagazine.com

Mito 10: O requisito do celibato limita o número de candidatos ao sacerdócio, com resultado de que haja um numero alto de sacerdotes sexualmente desequilibrados.

Em primeiro lugar, não existe um "alto numero de sacerdotes sexualmente desequilibrados".

De novo afirmamos que a grande maioria dos sacerdotes são normais, sãos e fieis.

Cada dia demonstram que são dignos de confiança de aqueles cuidados que lhes tem confiado.

Em segundo lugar, quem não se sentir chamado a uma vida de celibato está de fato excluído de poder ser sacerdote católico.

De fato, a maioria dos homens não esta chamado a ser celibatário.

Sem embargo, alguns são chamados e dentre eles, alguns estão chamados por Deus ao sacerdócio.

A vocação sacerdotal, como o matrimonio, requer e muito o livre consentimento de ambas as partes.

Por tanto, a Igreja deve discernir se um candidato é verdadeiramente digno e apto mental, física e espiritualmente para comprometer-se a uma vida de serviço sacerdotal.

O desejo que um candidato tem de ser sacerdote não constitui por si mesma uma vocação.

Os diretores espirituais e vocacionais conhecem agora melhor que nunca as deficiências de caráter que faz de um candidato, em outros campos qualificando, não ser apto para o sacerdócio.

Fonte: Apologetica (Espanha)
Autor: Deal Hudson, Crisis magazine 04/04/02
Traducao: Rogério SacroSancttus
 FONTE
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http://pedofilianopaisdasmaravilhas.blogspot.com/2007/04/dez-mitos-sobre-pedofilia.html
"Amém... hehehehe..." - by Demon

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