4 de jun de 2009

BULLYING

O QUE É O BULLYING ESCOLAR?

Bullying é um termo utilizado na literatura psicológica anglo-saxônica, para designar comportamentos agressivos e anti-sociais, nos estudos sobre o problema da violência escolar.

Universalmente, o bullying é conceituado como sendo um “conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais alunos contra outro(angel, causando dor, angústia e sofrimento, e executadas dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima”.

Ridicularizações, intimidações, apelidos pejorativos, ameaças, perseguições, difamações, humilhações, são algumas das condutas empregadas por autores de bullying.

COMO SABER SE O SEU FILHO É VÍTIMA BULLYING?

1 - Apresenta, com freqüência, desculpas para faltar às aulas ou indisposições, como dores de cabeça, de estômago, diarréia, vômitos, antecedendo o horário de ir à escola?

2 - Pede para mudar de sala ou de escola, sem apresentar motivos convincentes?

3 - Apresenta desmotivação com os estudos, queda do rendimento escolar ou dificuldades de concentração e de aprendizagem?

4 - Regressa da escola irritado ou triste, machucado, com as roupas ou materiais escolares sujos ou danificados?

5 - Apresenta freqüentemente aspecto contrariado, deprimido, aflito ou tem medo de voltar sozinho da escola?

6 - Possui dificuldades de relacionar-se com os colegas, de fazer amizades?

7 - Vive isolado em seu mundo, sem querer contato com outras pessoas, senão os familiares?


O Q FAZER SE O SEU FILHO É A VÍTIMA?

1- Observe qualquer mudança no comportamento, por mais insignificante que lhe pareça;

2 - Estimule para que fale sobre o seu dia a dia na escola, ouvindo atentamente, sem críticas ou julgamentos;

3 - Lembre-se: o diálogo não se dá apenas por perguntas e respostas, mas é preciso criar um espaço emocional onde haja aceitação, para que se exponha com segurança.
Não culpe a criança pela vitimização sofrida;

4 - Transforme o seu lar num local de refúgio e segurança, através da manifestação de afeto e apoio incondicional;

5 - Ajude a criança a expressar-se com segurança e confiança, evitando orientá-la ao revide;

6 - Valorize os aspectos positivos da criança e converse sobre suas dificuldades pessoais e escolares. fazendo assim, estará fortalecendo a sua auto-estima e sua resistência imunológica;

7 - Procure ajuda psicológica e de profissionais especializados no assunto, quando perceber que a situação é mais séria e está gerando sintomas freqüentes ou reações emocionais indesejáveis;

8 - Não ignore a vitimização, acreditando que “isso faz parte do aprendizado”, ou que “ajudará a superar as adversidades da vida”.
È necessário que haja intervenção promotora da educação para a paz;

9 - Lembre-se: as conseqüências da vitimização podem ultrapassar o período acadêmico e comprometer a vida familiar, profissional e social, além da saúde emocional.

COMO DESCOBRIR SE O SEU FILHO PRATICA O BULLYING?

1 - Apresenta distanciamento e falta de adaptação aos objetivos escolares?

2 - Regressa da escola com ar de superioridade, exteriorizando ou tentando impor sua autoridade sobre alguém?;

3 - Apresenta aspecto e/ou atitudes irritadiças, mostrando-se intolerante frente a qualquer situação ou aos diferentes aspectos das pessoas?

4 - Costuma resolver seus problemas, valendo-se da sua força física e/ou psicológica?

5 - Apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com os irmãos e pais, podendo chegar a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física?;

6 - Porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem?;

7 - Apresenta habilidades em sair-se de “situações difíceis”?

SE O SEU FILHO PRATICA O BULLYING, SUGERIMOS OS SEGUINTES PROCEDIMENTOS:

1 - Observe atentamente o comportamento e os sentimentos expressos pela criança, sem críticas ou preprovocações (reforçá-lo criticamente);

2 - Mantenha tranqüilidade e calma. converse objetivando encontrar os motivos pelos age (que o leva a agir) dessa maneira;

3 - Reflita sobre o modelo educativo que você está oferecendo ao seu filho(a). sem dúvida, o uso da violência e das explosões emocionais para se fazer obedecido, além do excesso ou falta de limites, podem estar colaborando para que esses tipos de comportamentos sejam introjetados e reproduzidos contra outros; (o que aprende ou sofre em casa);

4 - Evite bater ou aplicar castigos demasiadamente severos. isso só poderá promover raiva e ressentimentos, além de raiva.
Procure profissionais que possam auxiliá-lo a lidar com esse tipo de comportamento;

5 - Dê segurança e amor. estenda as mãos para ajudá-lo.
Não o abandone.

6 - Incentive a mudança de atitudes. faça pequenos pactos e elogie cada conquista.
Um bom começo é pedir desculpas e deixar a vítima em paz.

7 - Não ignore o fato ou ache desculpas para as suas atitudes.
Lembre-se que com o tempo esse comportamento pode conduzir a uma vida delituosa e infeliz..

EM RELAÇÃO A ESCOLA


- Procure a direção da escola, para que possam encontrar saídas contra o bullying.
Existem várias iniciativas que estão dando certo em todo o país.
Infelizmente, se a escola não tomar providências, procure ajuda no conselho tutelar.

- Participe de projetos solidários propostos pela escola e incentive seu filho(a), a participar. Assim, ele se sentirá valorizado e pertencendo à comunidade escolar.

- Participe da “escola de pais”.
É uma excelente oportunidade para se conhecer, discutir e refletir sobre educação e convivência familiar.

O Q A ESCOLA PODE FAZER P/ PREVINIR

- Conscientizar toda a comunidade educativa sobre o bullying;

- Proporcionar atividades que trabalhem os sentimentos dos alunos, visando o resgate da saúde emocional;

- Desenvolver atividades solidárias, esportivas, culturais, manuais, visando a canalizar a agressividade para ações pro-ativas;

- Ensinar os alunos a conviver e respeitar as diferenças;

- Desenvolver a educação em valores humanos como a tolerância e a solidariedade, caminhos da paz.


NOVIDADES SBR O CYBERBULLYING

Cyberbullying: o ciber-assédio moral de jovens contra jovens

Publicada em 15/05/2009 às 12h49m

Um projeto de lei bem intencionado tem causado polêmica na Câmara dos Representantes do Congresso Americano:

trata-se do "Ato de prevenção ao cyberbullying", proposto por Linda Sanchez (Democratas, Califórnia), trazendo no seu título a lembrança do caso trágico da menina Megan Meier, que aos 13 anos e 11 meses de idade se suicidou por enforcamento após ser moralmente assediada na rede social MySpace em 2006.

O assédio implacável foi perpetrado por um suposto rapaz de 16 anos de nome "Josh", que na verdade era um pseudônimo utilizado por Lori Drew, mãe de uma vizinha de Megan.

As investigações revelaram que os atos premeditados de causar constrangimento e humilhação a Megan foram motivados pelo desejo de retaliação por uma suposta fofoca que ela teria promovido em detrimento da filha de Drew.

Em maio de 2008, um júri federal concluiu pelo indiciamento de Lori Drew, mas se deparou com um problema: não havia legislação para punir o assédio online, e a condenação foi imposta com base apenas em três delitos (menores) de acesso não autorizado a computadores para obter informações com o propósito de provocar aflição emocional, e um delito de conspiração criminal.

Segundo a especialista americana Parry Aftab, autora e mantenedora do portal "StopCyberbullying.org", o "cyberbullying" acontece quando uma criança, pré-adolescente ou adolescente é atormentada, ameaçada, assediada, humilhada, embaraçada ou alvejada de outra forma por uma outra criança, pré-adolescente ou adolescente usando a internet, tecnologias digitais ou telefones celulares.

É preciso que haja um menor em ambos os lados, ou pelo menos tenha sido instigado por um menor contra outro menor.

Uma vez que um adulto esteja envolvido, o ato passa a ser caracterizado como "cyber-harassment" (ciber-assédio) ou "cyberstalking".

Os métodos usados são limitados apenas pela imaginação do menor, e pelo grau de acesso à tecnologia.

E o agente perpetrador do cyberbullying de um dado momento pode vir a ser a vítima num outro momento.

A bem da verdade, o ato de "bullying", embora reprovável, não é incomum nas escolas: através de um apelido, uma denominação jocosa, uma atitude às vezes preconceituosa, uma criança ou um adolescente se vê alvo de gozação, de importúnio, e até de humilhação perante seus pares.

Com o alcance, o fator amplificador, e a sensação de anonimidade (e consequente impunidade) que a internet proporciona, o cyberbullying pode ter efeitos extremamente traumáticos sobre a vítima, sem falar no fato de que não cessa no momento em que a vítima deixa a escola.

Além disso, há que se levar em conta o fato de que, em geral, o jovem não se sente completamente à vontade para dialogar com os pais sobre um problema que enfrenta na sua vida cibernética.

Em decorrência do choque de gerações ("nativos digitais" versus "imigrantes", ou ignorantes, "digitais") a tendência é que o jovem se feche no "seu mundo", sobre o qual os pais "pouco ou nada entendem".

Normalmente, cyberbullying não é uma comunicação que acontece apenas uma vez, a menos que envolva uma ameaça de morte ou de danos físicos sérios.

Em geral, o jovem reconhece quando o caso é sério, enquanto que os pais tendem a se assustar mais com a linguagem muitas vezes bastante chula com que os ataques são perpetrados.

Atualmente, nos EUA o cyberbullying pode chegar ao nível de um indiciamento por delito de ciber-assédio, ou, se a criança for suficientemente jovem, pode resultar no indiciamento por delinquência juvenil.

A maior parte do tempo o cyberbullying não chega a esse ponto, embora os pais da vítima normalmente procurem forçar uma condenação criminal do perpetrador.

Tipicamente, o resultado é a perda da conta no provedor de serviços de internet ou de mensagem instantânea, com base na violação dos termos de serviço.

Em alguns casos, se for comprovado algum tipo de roubo de identidade ou violação de senhas, a condenação pode ser bem mais séria, inclusive com base em lei federal.

Quando as escolas tentam se engajar punindo os envolvidos em atos de cyberbullying que aconteceram fora dos seus limites e dos horários escolares, frequentemente são processadas por excesso de autoridade e violação dos direitos de liberdade de expressão do aluno, e geralmente perdem uma eventual disputa judicial.

Ao que tudo indica, o melhor caminho é mesmo a parceria com os pais em programas de educação e esclarecimento dos jovens sobre a convivência no ciberespaço.

Em função de sua possível violação da chamada Primeira Emenda da Constituição americana (que garante a liberdade de expressão), o "Megan Meier Cyberbullying Prevention Act" de Linda Sanchez, que caracteriza como crime punível com multa e até dois anos de prisão transmitir por meios eletrônicos "com a intenção de coagir, intimidar, assediar, ou causar estresse emocional substancial a uma pessoa (.) apoiar comportamento severo, repetido, e hostil," está sendo avaliado por especialistas como inconstitucional: Eugene Volokh, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles, e coordenador do blog "Volokh Conspiracy," diz que, se a lei passar no Congresso, deverá ser derrubada nas cortes.

Inconstitucionalidade à parte, a proposta de lei enumera alguns dados preocupantes:

1) Oitenta por cento de crianças e jovens de 2 a 17 anos vivem numa casa onde elas próprias ou seus pais têm acesso à internet;

2) Jovens que criam conteúdo na internet e usam redes sociais são alvos mais prováveis do cyberbullying;

3) A comunicação eletrônica dá a sensação de anonimidade ao perpetrador e dá chance a uma distribuição pública ampla, com potencial para torná-la severamente perigosa e cruel com o jovem;

4) Vitimizações online estão associadas a estresse emocional e outros problemas psicológicos, incluindo depressão;

5) O cyberbullying pode causar danos psicológicos, incluindo depressão, impactar negativamente o desempenho acadêmico, a segurança, e o bem-estar de crianças na escola; forçar crianças a mudar de escola; e em alguns casos levar a comportamento violento extremo, incluindo assassinato e suicídio;

6) Sessenta por cento dos profissionais de saúde mental que responderam ao levantamento 'Survey of Internet Mental Health Issues' relatam ter tratado pelo menos um paciente com uma experiência problemática na internet nos últimos cinco anos; 54% desses clientes tinham 18 anos de idade ou menos.

O esforço para minimizar os percalços decorrentes do aprendizado necessário a essa nova convivência (cibernética) devem vir de todos os que têm contribuição a dar: legisladores, educadores, família, meios de comunicação etc.

Cada um faça sua parte!


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